domingo, 18 de janeiro de 2009

Amanhecendo, dia mais ou menos

Gosto do silêncio da madrugada.
De ouví-lo.
Mas logo esse santo silêncio é bruscamente interrompido pelo canto (eu designaria mais como barulho mesmo) dos primeiros pássaros a acordarem juntamente com os primeiros sinais de um novo dia.
Ouvindo músicas mais ou menos, sentada em uma cadeira mais ou menos, vendo um amanhecer mais ou menos. É, esse dia parece condenado a ser mais um daqueles incontáveis mais ou menos. Não que eu me importe particularmente, dias mais ou menos sempre me agradaram. Nunca trazem algo novo, que nos faz sair da rotina. E rotina, acredito eu, é uma das coisas que mais adoro. Talvez seja por isso que eu sou tão previsível. Como prova da minha previsibilidade (se é que essa palavra existe) irei desligar o computador silenciosamente, me acomodar na minha cama, pegar um dos inúmeros livros de cabeceira, lê-lo durante uma hora e meia talvez, até minha mãe acordar e entrar no meu quarto, atônita por sua filha passar a madrugada acordada, e darei um dos meus melhores sorrisos amarelos indicando o livro com a cabeça, em silêncio.

...

Câmbio, câmbio?
Testando... alô som, som...